Deputados governistas afirmam que escolas e professores do Ensino Médio não estão preparados para aplicar novo currículoA didática da Secretaria da Educação (SEC) não está sendo suficiente para convencer os deputados aliados da necessidade de executar a reforma do Ensino Médio já a partir de março de 2012, de forma gradual, conforme planeja o Piratini. Parlamentares das principais bancadas governistas, todos favoráveis à elaboração de um novo currículo, pedem maior prazo.
São três os fatores alegados: pouca clareza nos termos das mudanças, precariedade das instalações das escolas e despreparo dos professores para lecionar nos moldes do ensino politécnico. Com o projeto, a intenção do governo Tarso Genro é aproximar os estudantes do Ensino Médio do mercado de trabalho.
Duas petistas estão entre as críticas mais contumazes da SEC.
– Os nossos professores não foram formados para trabalhar numa concepção pedagógica de formação politécnica. Não existe domínio desse conhecimento – alerta a deputada estadual Marisa Formolo (PT).
Colega de bancada, Ana Affonso entregou documento ao governador sugerindo que a execução do novo currículo ocorra somente em 2013.
– Há um clamor de pessoas que querem entender melhor. A SEC não deu a receita pronta, e o pessoal ficou em total insegurança – diz ela.
Deputado teme reação de grevistas no ano que vem
Heitor Schuch (PSB) afirma que a reforma está “verde demais” para ser implementada na virada do ano. Ele defende que um projeto piloto seja adotado em 2012. Ampliação do prazo também é o pedido do petebista Cassiá Carpes, que alerta para a possibilidade de “agitação” e “greve” no começo do próximo ano letivo.
Presidente da Comissão de Educação da Assembleia, Juliana Brizola (PDT) destaca que diversas escolas estão se colocando “completamente contra” as mudanças.
– É providencial ampliar o debate. Pelo o que eu conheço da realidade, são poucas as instituições com estrutura pronta. Por isso, acho estranho que tudo possa acontecer já em março – avalia a pedetista.
Ela acredita que a rede estadual carece de espaço físico e de equipamentos para receber alunos em tempo integral e oferecer aulas em laboratórios politécnicos
fonte: Zero Hora
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